Introdução

A imagem dos hospitais esteve muito ligada ao trabalho clínico em internamento. Nas últimas décadas, no entanto, a assistência clínica em ambulatório adquiriu uma grande importância, permitindo ao cidadão doente manter-se no seu ambiente social e familiar.  No HGSA, este tipo de trabalho assume três expressões: “Consulta Externa”, “Hospital de Dia” e  “Cirurgia de Ambulatório”.

A Consulta Externa representa uma parcela muito grande da produtividade dos serviços clínicos, garantindo assistência à maioria dos doentes hospitalares. Igualmente as funções de formação e o ensino encontram na Consulta Externa oportunidades de concretização privilegiadas.

As consultas do HGSA correspondem tendencialmente às especialidades médicas tradicionais. No entanto, temos algumas consultas sub-especializadas e outras, ao contrário, com composições pluridisciplinares.

A Consulta Externa tem, por natureza, interfaces privilegiadas com a Medicina Geral e Familiar. Não competindo ao hospital o seguimento crónico de doentes, à excepção de algumas doenças específicas, a comunicação com os Centros de Saúde é muito importante. A eficiência do trabalho de todos depende, em larga medida, da qualidade das cartas de referência, das notas de alta e dos contactos informais.

Do ponto de vista organizacional a Consulta Externa corresponde a um conceito funcional e não a um serviço hospitalar clássico. Os seus méritos e qualidades dependem essencialmente dos diferentes serviços clínicos. A estrutura é transversal e integradora. As diferentes especialidades estão representadas por um “Gestor clínico”, interlocutor permanente da Direcção.

No HGSA fazem-se mais de mil consultas por dia, distribuídas por instalações de vários pólos: Rua D. Manuel II (antigo quartel CICAP), Edifício Luís de Carvalho (ao Jardim do Carregal), Edifício Neoclássico e Centro de Cuidados Ambulatórios de Oftalmologia (Rua Miguel Bombarda).